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Nesse espaço o nosso Administrador Patrick, que também
é jornalista irá sempre apresentar matérias relacionadas ao
mundo dos automóveis e também é claro ao mundo dos Xsaras.


Confira mais matérias dessa Coluna:

*Compactos Premium

*Pequenos Notáveis

*A Credibilidade da Sra. Lei

Nessa matéria ele irá discutir o polêmico temas dos Rachas.

Racha! Por quê?

Sexta-feira a noite, céu limpo, asfalto seco e disposição para
dar um role. Basta sair da garagem e pegar a primeira
esquina, que você começa a ver que existem mais carros
mexidos do que se imagina. Parece que é nesse dia que
todos eles saem da garagem.

Passeando pelos bairros simples, você começa a ver Gol,
Palio, Astra, entre outros dos mais populares,
a maioria rebaixado, com rodas de pelo menos 15 polegadas,
e algumas vezes, turbinados.

Na hora de decidir seu destino, independente do ponto
de encontro escolhido, você sabe que vai ver muita
coisa divertida. Em diversas avenidas de São Paulo,

você pode ver supermáquinas acelerando, como Porsche,
Subaru, Mitsubishi, entre outros, misturando-se aos
Volkswagen de motor AP turbinado, os FiveTech da Fiat
urrando pelo escape de 3 polegadas pelas avenidas e outros
carros que ao sair da fábrica, tinham bem menos da metade
da potência que tem hoje.

Pra quem gosta de acelerar, as ruas de São Paulo em uma
sexta-feira são um prato cheio. Reta depois de reta, marcha espetada em cima de marcha, e o ponteiro do velocímetro
sobe, e alcança em pequenas avenidas, marcas que para alguns são absurdas, como 200km/h na Av. Faria Lima ou
até 250km/h na famosa Raia da Marginal. Velocidades estas, presentes na rotina de quem afunda o pedal do lado direito do assoalho. A perigosa festa, tem prazo indeterminado,
ou melhor, determinado pela hora em que as luzes vermelhas
do teto das viaturas aparecem na frente dos postos.

Nessa hora, os motores descansam, e os pilotos de rua
entram nas conveniências dos postos bem disfarçadamente
como se nada estivesse acontecendo.

Tudo é muito emocionante, e o sangue corre na veia na
mesma velocidade que os carros rasgam as retas.

Infelizmente, acidentes ocorrem e aparecem na mídia
com mais repercussão do que assassinatos em série,
ou brigas de torcidas nas quais se mata gratuitamente,
apesar de no Brasil, as mortes causadas por rachas
nem terem ainda um índice representativo.

Nos EUA, por exemplo, o índice de mortes causadas por
corridas de rua, não chegam nem a 1% das mortes no trânsito.

Isso não justifica a prática do racha, que é crime, mas
mostra que talvez, quem participa desse tipo de
“brincadeira” esteja mais preparado que outros
motoristas para lidar com altas velocidades.

Vale lembrar que mesmo com toda a empolgação e fascínio
por velocidade de quem gosta de carro e de pisar fundo,
você deve ficar fora dessa, porque é crime, e ninguém nunca
vai entender que quem tem bola de futebol e não tem campo
joga na rua, quem tem bola de vôlei e não tem quadra também
joga na rua, e que quem tem carro forte e não tem pista
pra isso, também acaba acelerando na rua.

Infelizmente o automobilismo não tem atenção para si,
assim como o futebol e outros esportes tem, mas a
esperança de sermos respeitados e obter a conquista
de espaço para o nosso esporte não acaba.

Buscar uma visibilidade melhor para este esporte,
de forma que as pessoas que gostam de carro, não sejam
vistas como marginais e que tenham respeito perante
a sociedade, e mais do que isso, reconhecimento,
que pode ser mostrado assim que espaços para acelerar
com segurança estejam disponíveis.

Hoje, já não trata-se mais de um público tão restrito quanto há alguns anos atrás, mas sim, grande número de pessoas com
carros preparados, que a cada rara oportunidade de colocar
o carro na pista, essas pessoas formam filas nas portas dos autódromos, e muitas vezes desembolsam bastante dinheiro.

Até quando seremos proibidos de andar nas ruas com os carros do nosso estilo? Até quando será que a luta por espaço para praticar nosso esporte vai ser protagonizada pelas corridas de rua e não pela liberação de espaço seguro para a prática consciente?

Patrick Fares


 

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